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21/07/2017

| É mesmo essencial que os casais vivam juntos? |

Imagem: pexels.com

Nunca me casei (nem tenciono fazê-lo) porque o casamento não me diz nada. É um ato bonito, é certo, mas a ideia de me manter com alguém porque estou casada arrepia-me. As relações devem subsistir com base no amor e esse é o único requisito que deve pesar na decisão de estar ou não com alguém.
Já vivi com uma pessoa, durante alguns anos, e essa relação não funcionou. Amigos à mesma, cada um seguiu o seu caminho.
Desde essa altura que vivo sozinha (ou melhor, com Sua Alteza a gata Maria) e foi após o fim daquela relação que percebi que não quero, pelo menos a curto/médio prazo, partilhar casa com ninguém.
Gosto muito da minha independência, do meu cantinho, dos meus momentos a sós mas, mais importante do que isso, acredito que o facto de vivermos com a pessoa de quem gostamos vai acabar com o amor.
É a monotonia que se instala, o excesso de convivência, as pequenas discussões rotineiras que acabam por surgir (principalmente, presumo, relacionadas com dinheiro), as atitudes do outro que vão, mais dia menos dia, irritar-nos (quando penso nisso vem-me sempre à cabeça o estado em que os homens deixam a casa de banho após o duche, com a toalha e as roupas espalhadas pelo chão, as tampas dos produtos que nunca ficam fechadas, etc. e tal), aquela presença constante que faz com que não se sinta a falta, o desgaste natural.
Sei que muitos não concordarão comigo, mas acho mais inteligente (e saudável para a relação) cada um viver no seu espaço.
Há lá coisa melhor do que um casal continuar a namorar em vez de juntar os trapinhos? Estar com o outro quando se quer e não por obrigação?
Atualmente estou numa relação (muito feliz por sinal) mas não me vejo a partilhar casa com o meu gajo. Porque gosto demasiado do que temos para o estragar. Porque sabe tão bem sentir a falta do outro, o deixar-nos levar por aquilo que nos apetece, quando nos apetece.
É esta honestidade (com o parceiro, mas, fundamentalmente, connosco) que, acredito, falta na maioria das relações. E que acaba por fragilizá-las.
Não sei o futuro e acredito que as relações eternas, tendencialmente, não existem (lá está, partindo do pressuposto que a única sustentação é o amor). De qualquer forma, sinto-me muito bem resolvida com esta opção. 
É que gosto mesmo (muito) de namorar.   

27 comentários:

Catarina Sofia disse...

Cada relação é cada qual. Não temos todos os mesmos ideais e vontade :)
Eu falando por mim, não vejo um casal a viver junto por obrigação, é verdade que acaba por haver rotinas, discussões mas não é preciso viver juntos para haver e continuo a namorar muito mesmo estando debaixo do mesmo teto com o meu homem, haja vontade de não se deixar entrar numa monotonia e haver muito amor!

Liliane de Paula disse...

Só quero viver junto e bem junto.
Adoro as rotinas do casamento.
Adoro dividir, multiplicar e somar no casamento
Se as rotinas são acompanhadas, melhor não existe.
E namorar sempre.
Do mesmo jeito que namorava antes de viver junto.

Vânia disse...

Acho que essa decisão do viver ou não junto é algo muito, muito pessoal. Cada um deverá tentar perceber como funciona melhor a sua relação, e aquilo que quer para ela. De facto as rotinas desgastam, mas uma relação deve ser encarada como um processo de construção conjunta, com aspetos positivos e negativos, com lutas e batalhas que nos vencem, ou que vencemos a dois. Enfim, cada um sabe aquilo que lhe assenta melhor, e isso é perfeitamente legítimo. :)

Camila Faria disse...

Acredito que não adianta generalizar, para nenhum dos lados. Cada um sabe o que é o melhor para si e o que o deixa feliz. O problema está em querer para todos o que é o ideal para você ~ e eu acho que é aí que reside grande parte dos problemas do mundo. Um beijo Marta!

Sweetgirlythings Blog disse...

Não é essencial, há relações que funcionam assim, cada um em sua casa, ah mas é tão bom partilhar coisas, espaços, viver junto com a pessoa especial :)
Beijinho

http://sosweetgirlythings.blogspot.pt/

Cleber Eldridge disse...

Olha, sinceramente, hoje já acho que não, faz dois anos que eu moro com meu namorado, era delicioso no começo e mesmo hoje ainda temos momento deliciosos, mas já não é a mesma coisa, me entende? Então, acho não, não é necessário que os casais vivam 24hrs por dia juntos ... desgasta muito.

https://clebereldridge.blogspot.com.br/

Miss Cokette disse...

A verdade é que as relações são complicadas e cada relação é uma relação mas quando gosto, gosto mesmo de estar junto...de qualquer maneira percebo o que dizes durante todo o post e eu que me separei há um anos não me vejo a dividir casa com ninguém, pelo menos nos próximos tempos.
Beijinhos

misscokette.blgospot.pt

Vânia Coelho disse...

Houveram momentos em que ao ler o teu post parecia que estava a ler algo escrito por mim de tanto que penso da mesma forma que tu na maioria das coisas que referiste. Mas não dizer em quê ;)
Beijo, adorei a sinceridade...
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Adriana Leandro disse...

Concordo com você. Não vejo necessidade de ter que ficar o tempo todo ao lado de alguém só pelo casamento ou porque decidiram viver juntos. Eu gosto muito de ter um tempo só para mim, adoro a solidão. Já vi casais que moram em casas separadas e são muito mais felizes do que quem está na mesma casa. Casais que tem quartos separados, mas moram na mesma casa. E até casais que são vizinhos. E eu prefiro mil vezes uma relação saudável com muito amor, do que ter que conviver numa relação desgastada e com muitas mágoas.

Beijinhos!

galerafashion.com

Isa Sá disse...

Cada um deve estar como se sente melhor...e se a não rotina te faz sentir bem força nisso e felicidades!

Isabel Sá
Brilhos da Moda

Sandra A. disse...

Não podia estar mais de acordo contigo!

Lúcia Sousa disse...

É a tua opinião, e depois de uma experiência má é normal que a tenhas. Namoro à quase sete anos com o meu namorado, cada um vive em sua casa, mas cada vez mais tenho a necessidade de me juntar com ele, o facto de estar longe cada vez custa mais. Até porque viver com o outro não significa passar 24h por dia juntos, as pessoas trabalham e continuam a ser uma pessoa no singular, só que uma pessoa ainda melhor quando está com a outra. Porque é isso que eu sinto, ele faz de mim uma melhor pessoa, com tudo o que possuo em mim.

Elisabete disse...

Eu sou casada, portanto já estou habituada a viver a dois mas cada um deve viver da maneira como se sente melhor.
Para responder à tua pergunta, já tenho 1146 dedais.
Bjs e bom domingo.

Maria Rodrigues disse...

Marta, não há fórmulas mágicas para manter sempre vivo o amor e o namoro, cada um deve encontrar o seu próprio caminho para ser feliz.
Eu sou casada à mais de vinte anos, é claro que de vez em quando não estamos de acordo, a vida em comum nem sempre é fácil, mas desde que haja amor e respeito mutuo tudo se ultrapassa. O meu marido diz sempre: "havemos de ser velhinhos mas sempre namorados", Deus queira que assim seja.
Bom domingo
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Adriana R. disse...

O que importa realmente é funcionar para ambos! :)
The Fancy Cats

Cantinho da Gaiata disse...

Completamente de acordo, embora já esteja casada há 28 anos com mais 7 de namoro, credo .... uma eternidade.
O que é preciso é mantermos sempre o amor no ar, o resto vem por acréscimo.
Boa semana .
Bjs

amartaeumblog disse...

Concordo com todas as opiniões - são licitas e para serem respeitadas.

Por aqui, namoramos 11 meses apenas e estamos casados há quase 8 anos. Estamos bem, e espero que dure mais uns 80 anos. ;)

A Marta

Sandra Marques de Paiva disse...

Se funcionar para os dois óptimo. Não concordo que o casamento e a rotina acabem com o amor, muito pelo contrário. Só vivendo juntos é que ficam a saber se são realmente compatíveis para a vida. A rotina desgasta, mas há soluções para a quebrar, basta querer. Não há nada mais tranquilizador do que saber que está mais alguém comigo e com a qual posso partilhar a minha vida. Pois, embora não vivam juntos, a rotina instala-se na mesma e pode até haver sentimentos de distanciamento que levem a pensar que a pessoa não está assim tão comprometida com o relacionamento como nós. Tudo tem a sua altura e as suas fases.
Beijinho

inestcastro disse...

Assusta-me muito o facto de mais tarde ter que partilhar a rotina com uma pessoa, por muito que goste dela acho que é isso mesmo. Haverá desgaste, momento em que sentir a sua presença será terrível e no entanto terei de partilhar aquele espaço.
Não acredito em amores eternos e compreendi tanto tudo o que aqui escreveste.

Segue assim, feliz :)

Ana Bessa disse...

Tenho o sonho de um dia viver sozinha...

Ana disse...

Vivi sozinha muitos anos, e o primeiro homem com quem morei foi com o meu marido, estamos casados há precisamente 10 anos e estou óptima assim. Pensei que ia ser uma chatice adaptar-me a morar com um alguém, mas tive sorte que o meu é mais arrumado e cuidadoso do que eu. Agora as rotinas também não são as mesmas por causa dos filhos.
Confesso, que há alturas que se ficasse sozinha um fim de semana me (nos) fazia bem, mas não estou nada nada arrependida! Acho que valeu bem a pena, apesar de todas as diferenças e dificuldades.
Agora essa transparencia e frontalidade é essencial. Continua a namorar Marta, até te fartares, desde que estejas feliz é o que importa!

Muitos beijinhos

Miúda disse...

acho que o que é bonito nao se vai estragar por viverem juntos ou nao, la porque o anterior nao resultou assim n quer dizer que o atual nao resulte :)
Assim espero para mim :)

B. disse...

Partilho completamente desta opinião. Acho que a saudade é super saudável numa relação. :)

Xi Coração disse...

A minha experiência diz-me que é tão bom partilhar, ainda que cada um tenha o seu espaço o seu tempo; é tão boa a minha rotina que, quando algo "sai fora dos carris" não fico bem! E depois há aqueles momentos criados para quebrar essa rotina e esses são deliciosos! Vivo em união de facto há quase 13 anos!! Mas nestes assuntos cada um tem a sua opinião ou experiência, e todas são válidas!

Ana Freire disse...

E o que funcionar para ambos... será a solução perfeita!...
Cada um saberá o que mais lhe preenche e faz feliz... e se essa for a melhor solução... pois que assim seja... mas de quando em vez... podiam experimentar o oposto... só para confirmarem se não estarão a perder algo mais... mas... ninguém ainda descobriu a verdadeira receita da felicidade... pelo que... só por tentativas...
Beijinhos
Ana

Maria Glória disse...

Marta, eu gosto do que escreveu.
Acho que como tudo na vida se transforma, assim será com o casamento. Mais mais ainda, esta transformação ocorrerá com a família. Como serão as famílias do futuro? Esta é a pergunta que eu fico pesando na resposta. Observo muito, para compreender e evolução dos tempos.
Mas é um caso pessoal, porque ainda há muitas influências de crenças, religiões, apegos, dependências e até mesmo por opção.

Mel disse...

As pessoas vêem as relações de maneira diferente e precisam de conhecer bem as outras para perceberem se as visões que têm são compatíveis: por isso é tão importante sermos transparentes logo nos primeiros dias.
Pelo meu lado, tenho uma consideração totalmente oposta à tua: sou extremamente romântica, vivo há uns quatro anos com o meu namorado e esse factor nunca prejudicou a nossa relação, bem pelo contrário. Também nos queremos casar e somos umas lapas um com o outro, parecemos quase siameses às vezes xD No entanto li o teu texto e respeito-te completamente porque é fundamental nos sentirmos bem num relacionamento e não devemos achar as diferenças dos outros estranhas ou desajustadas quando não prejudicam ninguém. Criticar como o outro vive o seu relacionamento não tem pés nem cabeça porque não temos nada a ver com isso.